FORMAÇÃO SUPLEMENTAR

26/02/2016 17:19

FORMAÇÃO SUPLEMENTAR

por: Equipe Avuí

 

    

 

    É da cultura brasileira que a família ofereça atividades extraclasses para complementar a formação dos filhos. Muitas escolas, atentas a essa demanda, oferecem turnos estendidos, horário integral e/ou atividades suplementares. Mas como saber o que é melhor para a criança ou para o adolescente? Como avaliar a rotina, torná-la interessante e não estressante?

    Cursos suplementares, na maioria das vezes, costumam ser onerosos em todas as dimensões: tempo, financeiro, expectativas, relacional, etc.

    Aproveite as férias escolares para “estar com” o seu filho e olhá-lo. Pergunte-se: o que ele faz? Quais suas verdadeiras motivações? Ele é motor ou cognitivo, sociável ou intimista, artista ou tecnológico... Observe-o. Perceba-o. E o mais importante, questione-o sobre o que deseja fazer!

    As atividades suplementares oferecem o fortalecimento cultural, dos vínculos afetivos e sociais, além de ampliarem as capacidades mnemônicas (de memória) e de articulação de ideia (correlações intuitivas). Portanto a questão é qual e quantas proporcionar? As ofertas são inúmeras e o exagero é prejudicial!

    Estudos revelam que apesar de a logística ser facilitada quando a escolha da atividade suplementar é no mesmo local da atividade formal esta é uma decisão não muito acertada. Passar o dia inteiro no ambiente institucionalizado e, ainda, no mesmo local da educação formal pode contribuir para a sintomatização do sujeito. Os vínculos relacionais ficam restritos e as lógicas de conduta homogeneizadas, gerando a endogenia. Os grupos adaptam-se e busca um “equilíbrio” próprio, uma harmonia no ambiente e nas relações... A endogenia contradiz a função primeira da busca por uma educação suplementar... pois ela “acomoda” o sujeito, podendo fazer com que ele se torne não tão autônomo, não tão criativo. Quem busca a educação suplementar deseja, na maioria das vezes, ampliar as condições de formação de seu filho.  Não estaria aí uma contradição?

    Há algumas formas de resolver o problema de logística: sistema de caronas, rodízio de cuidadores, babás compartilhadas, etc. O importante é que se busque a educação suplementar como formação e não como ocupação. Também não tente fazê-lo um superfilho, “polivalente em dotes” ou quiçá tente realizar suas frustrações infantis (aquele inglês, ballet ou futebol que seus pais não puderam proporcionar!) a partir de “pseudo oportunizações”.  Lembre-se... a formação suplementar deve ser verdadeira e criativa

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